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  • Foto do escritorErica Alonso

Silversea herda reembolsos do Crystal Endeavor com compra do navio.

O Crystal Endeavor será renomeado para Silver Endeavor e navegará na Antártida este ano.

A aquisição do novo navio de expedição da extinta Crystal Cruises pelo Royal Caribbean Group resolveu um problema que a empresa tinha. Em seguida, a armadora precisou corrigir um problema que foi herdado com a compra: clientes e agentes de viagens que perderam depósitos ou comissões com a falência da Crystal Cruises.


De acordo com reportagem do portal Travel Weekly, o Royal Caribbean Group e o A&K Travel Group, que recentemente adquiriram os outros dois navios oceânicos da Crystal Cruises, têm táticas diferentes para tentar ganhar a confiança daqueles que foram prejudicados pela marca enquanto se preparam para relançar as embarcações.


"Sabemos que haverá muitos clientes que ainda estarão sem dinheiro", disse a diretora comercial da Silversea, Barbara Muckermann, acrescentando que a abordagem da linha para os hóspedes é: "Tudo o que você não conseguiu recuperar, pagaremos a você de volta".


A Royal foi a primeira a traçar um plano, logo após adquirir o Crystal Endeavor para 200 passageiros e fazer planos para começar a navegar na Antártida em novembro. Sob o programa RCL Cares, o grupo disse que honrará os depósitos dos hóspedes que fizeram reservas no Crystal Endeavor se fizerem uma nova reserva nas marcas Royal Caribbean International, Celebrity Cruises ou Silversea.


O programa também aceitará créditos de cruzeiros futuros pelo valor pago, disse Barbara, mas os clientes perderão o bônus de 25% que a Crystal concedeu a eles por fazerem um FCC. Ela disse que os clientes terão que esperar até que a falência da Crystal, atualmente em um tribunal do condado de Miami-Dade, Flórida, seja resolvida antes de ser reembolsada pela Royal.


Por exemplo, se alguém recebe US$ 12 mil de uma reserva Endeavor e recebe US$ 2 mil do acordo de falência da Crystal, esse hóspede pode reivindicar US$ 10 mil da Royal de duas maneiras: se a viagem ocorrer antes do acordo, a empresa enviará posteriormente a esse cliente um cheque de US$ 10 mil. Se a falência for resolvida antes da partida, o hóspede poderá aplicar US$ 10 mil ao pagamento final do cruzeiro.


"Vai nos custar muito dinheiro. Não serão reservas lucrativas, mas tudo bem", disse a diretora comercial da Silversea.


Os hóspedes terão de se inscrever no programa fornecendo faturas originais e informações sobre se foram reembolsados por seguro de viagem, empresas de cartão de crédito ou outros. Os hóspedes precisam reservar até 30 de novembro para participar, embora as reservas possam ser para viagens até 2025. Já as comissões do consultor de viagens serão calculadas com base no novo valor da reserva, informou Barbara.


AINDA VALEU A PENA

Para a Royal, a decisão de cobrir as perdas financeiras de ex-clientes da Crystal provavelmente foi um fator em sua decisão de ir atrás de um navio da classe polar PC6 construído em 2021. Construir um novo seria muito mais caro e levaria anos para ser concluído, disse a analista Assia Georgieva, diretora da Infinity Research.


"Faz sentido que a RCG/Silversea esteja disposta a cobrir os depósitos existentes, e isso certamente teria levado em consideração o processo de licitação e o desconto no custo de construção", disse Assia.


O navio foi vendido por US$ 275 milhões, significativamente abaixo do custo de construção, de acordo com a Royal. O grupo também comprou o nome Crystal Endeavor e renomeou o navio para Silver Endeavour.


A embarcação substituirá o Silver Explorer de 144 passageiros na Antártida este ano. O Explorer navegará no Pacífico Sul e na Austrália antes de deixar a frota em novembro de 2023.


"Eles precisavam de um novo navio brilhante e aqui eles conseguiram um. Mesmo que tenham coberto três meses de cruzeiros totalmente pagos, o que duvido que tenham de fazer, ainda estão muito melhores do que se tivessem entrado na fila para construir outro novo navio, que seria entregue por volta de 2028. É uma jogada brilhante da parte deles", afirmou o COO da Western Association of Travel Agencies em Oregon, Mike Estill.


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